di Robert Crowe

Eurocam reúne líderes empresariais e institucionais e apresenta o país como destino estratégico, com oportunidades em energia, infraestrutura e indústria

Moçambique foi apresentado em Bruxelas como um dos destinos mais promissores para o investimento europeu, durante uma mesa-redonda de alto nível promovida pela Eurocam — Associação dos Empresários Europeus em Moçambique — em parceria com a APIEX e a BusinessEurope. O encontro reuniu 27 empresas europeias e contou com a presença do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, num momento de forte mobilização empresarial em torno do país africano.

Sob a liderança de Simone Santi, presidente da Eurocam, o evento destacou um portefólio de projetos estratégicos avaliados em cerca de 30 mil milhões de euros, abrangendo áreas-chave como energia, infraestruturas, agronegócio, água e finanças. Entre os participantes estiveram representantes de grandes grupos internacionais, como a TotalEnergies, Technip, Van Oord, Andritz e Applus Velosi.

A mensagem central transmitida aos investidores foi clara: Moçambique posiciona-se como um mercado de elevado potencial para o crescimento do capital europeu. Os megaprojetos de gás natural, como Coral Sul e Norte (ENI), Área 1 (TotalEnergies) e Rovuma (ExxonMobil), foram apontados como âncoras de desenvolvimento, acompanhados por oportunidades no setor energético, incluindo centrais hidroelétricas e térmicas a gás, bem como na indústria de fertilizantes.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, com Simone Santi, presidente da Câmara de Comércio Europeia em Moçambique (Eurocam), e Patrick Pouyanné, diretor-executivo da TotalEnergies

Neste contexto, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, sublinhou a dimensão estratégica do projeto, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, destacando a importância de uma relação próxima com as autoridades moçambicanas.
“Este é um projeto gigante e é essencial mantermos uma relação sólida com o Presidente e com Moçambique, acompanhando regularmente o seu progresso. Não vamos parar — estamos aqui para torná-lo uma realidade, não só para Moçambique, mas também para a Europa e para o mundo”, afirmou.

O encontro proporcionou um diálogo direto entre empresários europeus e o chefe de Estado moçambicano, num ambiente descrito como construtivo e pragmático. Foram debatidas reformas em curso destinadas a melhorar o ambiente de negócios e reforçar a atratividade do país, com particular enfoque na promoção do conteúdo local e na capacitação de quadros moçambicanos.

Simone Santi sublinhou que os megaprojetos em curso não só contribuem para a segurança energética, como impulsionam o desenvolvimento industrial e a transferência de conhecimento. Já o embaixador da União Europeia em Moçambique, António Maggiore, apontou como próximo passo o reforço desta cooperação, com a participação de empresas europeias no Global Gateway Forum, previsto para Maputo, em junho.

Num contexto internacional marcado pela procura de novos mercados e pela necessidade de diversificação energética, Moçambique surge, assim, como um parceiro estratégico para a Europa, combinando recursos naturais, potencial de crescimento e abertura ao investimento estrangeiro.

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