O Plano Mattei representa o empenho da Itália na diversificação energética e no desenvolvimento sustentável em África. Através da promoção do gás natural e da implementação de projectos de formação e industrialização, a Itália pretende tornar-se um ponto de referência energético na Europa e apoiar o desenvolvimento africano, reforçando simultaneamente as relações bilaterais.

No contexto das crescentes preocupações mundiais com a sustentabilidade energética e as alterações climáticas, o Plano Mattei surge como uma estratégia inovadora do governo italiano para reforçar os laços com o continente africano. Através de uma abordagem baseada na diversificação das fontes de energia e na colaboração para o desenvolvimento económico, a Itália pretende estabelecer uma parceria vantajosa tanto para a Europa como  para África.

No centro desta estratégia está a utilização do gás natural como um recurso fundamental para a transição energética. Rica em jazidas de gás, nomeadamente em Moçambique, a África apresenta-se como um parceiro energético ideal. O plano visa não só explorar estes recursos de forma sustentável, mas também promover o desenvolvimento local através da formação profissional e da industrialização, estimulando assim a migração qualificada e a adoção de tecnologias limpas.

Os pilares em que se baseia o Plano Mattei incluem a formação e a facilitação da experiência profissional para estimular os mercados africanos locais, a utilização de recursos locais, como o gás natural, e a industrialização através da criação de infra-estruturas. Estas iniciativas destinam-se a promover um desenvolvimento sustentável que beneficie não só África, mas também a Itália e toda a União Europeia, posicionando a Itália como um centro energético fundamental.

Além disso, o Plano Mattei promove uma gestão transparente e sustentável dos recursos energéticos, garantindo que os benefícios derivados da sua exploração sejam distribuídos de forma justa e contribuam para melhorar as condições de vida das populações locais. Esta abordagem alinha-se com os objectivos globais de justiça climática, reconhecendo a importância de fornecer aos países em desenvolvimento os recursos de que necessitam para crescer de forma sustentável.

A estratégia italiana, por conseguinte, não só responde às necessidades energéticas e ambientais actuais, como também constitui um modelo de cooperação internacional baseado no respeito, no desenvolvimento partilhado e na sustentabilidade a longo prazo.