di Ennio Bassi
Projeto liderado pela TotalEnergies prevê forte aposta no conteúdo local, com milhares de empregos e serviços contratados a empresas moçambicanas
O consórcio Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, anunciou que pretende contratar cerca de 3.900 milhões de euros em serviços a empresas moçambicanas no âmbito do megaprojeto de gás natural liquefeito (GNL) em Cabo Delgado. A iniciativa inclui ainda a criação de até 7.000 postos de trabalho para cidadãos locais durante o pico da fase de construção.
Segundo o diretor-executivo do projeto, Jean-Pascal Clémençon, a aposta no conteúdo local é um dos pilares centrais da estratégia do consórcio. “Valorizar empresas moçambicanas é essencial para gerar emprego e fortalecer a indústria nacional”, afirmou, durante uma apresentação em Maputo dirigida a potenciais fornecedores.
Na atual fase de desenvolvimento, estão previstos contratos no valor de cerca de 4.500 milhões de dólares destinados a fornecedores locais, abrangendo áreas como logística e transporte, serviços marítimos e offshore, gestão de instalações, catering, saúde e segurança, além de tecnologias de informação.
O projeto, localizado na península de Afungi, retomou oficialmente as obras no final de janeiro, após uma suspensão iniciada em abril de 2021 devido a ataques extremistas na região. Desde então, a segurança foi reforçada, permitindo o reinício gradual das atividades.
Atualmente, cerca de 4.000 moçambicanos já trabalham no empreendimento, número que deverá crescer significativamente nos próximos meses. O consórcio prevê uma operação de longo prazo, com produção de gás estimada para durar pelo menos 25 anos.
A retoma do Mozambique LNG é vista como crucial para a economia do país, não apenas pelo volume de investimento estrangeiro, mas também pelo potencial de desenvolvimento industrial e geração de emprego local.
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